Segundo o Adorno de Auschwitz:“Devemos trabalhar contra essa inconsciência, devem os homens ser dissuadidos de, carentes de reflexão sobre atacarem si mesmos, os outros. A educação só teria pleno sentido como educação para a auto-reflexão crítica. Dado todavia que, como mostra a psicologia profunda, os caracteres em geral, mesmo os que no decorres da existência chegam a perpetrar os crimes, já se formam na primeira infância, uma educação que queira evitar a reincidência haverá de concentrar na primeira infância.”
Conforme Kant: “A disciplina é o que impede ao homem de desviar-se do seu destino, de desviar-se da humanidade, através de suas inclinações animais. Ela deve, por exemplo, contê-lo, de modo que não se lance ao perigo como um animal feroz, ou como um estúpido. A disciplina, porém, é puramente negativa, porque é o tratamento através do qual se tira do homem a sua selvageria; a instrução, pelo contrário, é a parte positiva da educação.”
“A selvageria consiste na independência de qualquer lei. A disciplina submete o homem às leis da humanidade e começa a fazê-lo sentir a força das próprias leis. Mas isso deve acontecer bem cedo. Assim as crianças são mandadas cedo à escola, não para que aí aprendam alguma coisa, mas para que aí se acostumem a ficar sentadas tranquilamente e a obedecer pontualmente àquilo que lhes é mandado, a fim de que no futuro elas não sigam de fato e imediatamente cada um de seus caprichos.”
Enquanto educadora, concordo com as colocações acima de ambos os autores, pois uma complementa a outra. A falta de disciplina é o mal pior que falta de cultura, pois essa pode ser remediada mais tarde, a passo que não se pode abolir o estado de selvageria e corrigir o defeito de disciplina. Disciplina e instrução “sim” é o que fará a natureza humana sempre melhor desenvolvida e aprimorada, é o que chamamos de educação.
Na última colocação é uma teoria que muito aplico na prática, porém é preciso respeitar o desenvolvimento do meu aluno, por ser um ser integrado. Evito atitudes de autoritarismo, que impeça meu aluno de se locomover e dialogar, incentivando-o ao respeito mútuo, visto que precisamos, no social, interagir com liberdade e cooperativismo. Parte de mim então, instruir e explicar as importantes regras de convivência, estas que estão sendo trabalhadas desde o início de sua formação.
Concordo quando Kant explicita: “O homem tem necessidade de cuidados e de formação. A formação compreende a disciplina e a instrução.”
O indivíduo que é bem instruído desde cedo, no futuro saberá contornar com coerência suas atitudes, ou seja, essa instrução aumentaria as possibilidades da humanidade ser aprimorada. Com isso, há os valores de autonomia e autodeterminação no desenvolvimento.
Conforme o Adorno de Auschwitz, o que se pretende na educação é a autonomia que é a auto-reflexão crítica, que conduz a autodeterminação, ou seja, a conscientização das atitudes, com posse de liberdade com responsabilidade de fazer escolhas e saber lidar com as mesmas.
Segundo Kant: “O homem não pode se tornar um verdadeiro homem se não pela educação”, isso significa que só a educação poderá estimular no indivíduo a capacidade de reflexão e dar suporte para a condição de vida plena, onde o respeito e o cooperativismo são bases para a formação de uma sociedade mais justa.
Os dois autores afirmam que à educação conduz a autonomia, e ela será conseguida com a formação de valores sociais, culturais e espirituais que buscam o lado positivo da maneira de ser do individuo.
E que estes indivíduos desempenham a capacidade de refletir e se determinar para a tomada de decisões, formando assim uma mentalidade racional e sensata. E esta educação levará a humanidade à felicidade e a superação de desafios.
Conforme Kant: “ Uma boa educação é justamente a fonte de todo o bem neste mundo. Os germes que são depositados no homem devem ser desenvolvidos sempre mais. Na verdade, não há nenhum princípio do mal nas disposições naturais do ser humano. A única causa do mal consiste em não submeter a natureza a normas. No homem não há germes, senão para o bem.” “A natureza humana pode aproximar-se pouco a pouco de seu fim apenas através dos esforços das pessoas dotadas de generosas inclinações, as quais se interessam pelo bem da sociedade e estão aptas para conceber como possível um estado de coisas melhor no futuro.” “Vivemos em uma época de disciplina, de cultura e de civilização, mas ela não é a da verdadeira moralidade.” “De fato, como poderíamos tomar os homens felizes, se não os tomamos morais e sábios?” “A educação e a instrução não devem ser puramente mecânicas, mas devem apoiar-se em princípios.”
Especialmente em Kant fica clara a preocupação para que o homem, através da educação, se torne prudente e que conquiste seu espaço na sociedade.
Conforme o Adorno de Auschwitz: “ Não podemos esquecer a sobrevivência, na capacidade de amar. O amor não deve ser absorvido por objetos; o amor deve sobrepor à frieza do ser humano, esta que já é inata, tão qual a capacidade de amar.”
“Pessoas que se enquadram cegamente em coletividades transformam-se em algo análogo à matéria bruta e omitem-se como seres autodeterminantes.” “Se eu precisasse converter esse caráter manipulativo numa fórmula – talvez não devesse fazê-lo, mas pode contribuir para um melhor entendimento – eu o chamaria “tipo com consciente coisificado.”
Adorno chama a atenção para o conceito de “consciência coisificada”, instituída pela indústria cultural, enfatizando que o ser humano a partir dessa disciplina rígida não se contamine pelos avanços tecnológicos a ponto de esquecer o respeito ao seu próximo.
Tanto Adorno, quando fala sobre Auschwitz, como uma das maiores atrocidades que a raça humana pode chegar, adverte que neste mundo onde as máquinas muito já ditam nosso comportamento, as pessoas cada vez mais distantes, frias, insensíveis e incapazes de amar. O autor nos alerta que a maneira mais segura de evitar a barbárie é investir numa educação que privilegie a singularidade de cada indivíduo, centrado na primeira infância, e depois com muito esclarecimento ir promovendo entre os sujeitos a auto-reflexão crítica, criando um clima espiritual, cultural e social, no qual os sujeitos já devem aprender desde cedo a idéia de não participação da barbárie.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
TEXTO RELATANDO SITUAÇÕES NA ESCOLA E ANÁLISE TEÓRICA COM BASE NO REFERENCIAL PIAGETIANO SOBRE O DESENVOLVIMENTO MORAL
Após ler o texto: Significações de violência na Escola: Equívocos na compreensão dos processos de desenvolvimento moral na criança? de Jaqueline Picetti, percebi que tenho uma visão distorcida sobre a violência na escola. Será que meu aluno é violento, ou tal atitude não é característica do processo de construção da moralidade? Será que estou contribuindo com trabalhos pedagógicos em relação a isso?
Tenho dúvidas, pois algumas vezes achei que estes atos mereciam punições, como ficar sem recreio ou tirar a educação física, mas vi que isso nada adiantava. Então, comecei a mudar minha tática.
Meu aluno Lucas, do terceiro ano era um aluno que vivia batendo, chutando ou até mesmo soqueando seus colegas, algumas vezes usei de punição com ele, mas percebia que isso não adiantava, só estava piorando e, sentia ele cada vez mais distante. Ele saiu de seu lugar e começou a sentar lá no fundo da sala. Vi que era hora de eu mudar, cada vez que ele era violento, conversava com ele, pedindo explicações, o porque ele fizera isto ou aquilo, mas já não estava mais condenando ou punindo, mas sim ouvindo o que ele tinha para me dizer. A partir de minha mudança para com ele, ele começou a mudar também, pediu para sentar perto de mim, hoje muitas vezes vem me abraçar, me tocar, me cheirar. Hoje eu estou sempre incentivando, explicando que ele não pode mais fazer isto ou aquilo, fazendo ele muitas vezes refletir sobre seus atos.
Depois de ler este texto pude perceber que mesmo sem saber, estou contribuindo no processo da construção da moralidade de meu aluno. Só que não sabia que certos comportamentos ditos como violentos, nada mais poderia ser sobre o desenvolvimento moral de meu aluno. Segundo a autora: “Seria importante a escola inserir em seu contexto o respeito pelo processo de desenvolvimento moral, não tachando mais certos comportamentos como violentos, mas como características de uma determinada fase da construção da autonomia da criança, pois, para que o sentimento de justiça se desenvolva, são necessários o respeito mútuo e a solidariedade entre as crianças e os adultos.”
Concluo, então que acho que estou indo no caminho certo, errando algumas vezes, mas tentando sempre acertar, para que só assim meu trabalho seja enriquecedor e para que eu colha bons frutos. E saber acima de tudo, que eu tentei fazer o melhor.
Tenho dúvidas, pois algumas vezes achei que estes atos mereciam punições, como ficar sem recreio ou tirar a educação física, mas vi que isso nada adiantava. Então, comecei a mudar minha tática.
Meu aluno Lucas, do terceiro ano era um aluno que vivia batendo, chutando ou até mesmo soqueando seus colegas, algumas vezes usei de punição com ele, mas percebia que isso não adiantava, só estava piorando e, sentia ele cada vez mais distante. Ele saiu de seu lugar e começou a sentar lá no fundo da sala. Vi que era hora de eu mudar, cada vez que ele era violento, conversava com ele, pedindo explicações, o porque ele fizera isto ou aquilo, mas já não estava mais condenando ou punindo, mas sim ouvindo o que ele tinha para me dizer. A partir de minha mudança para com ele, ele começou a mudar também, pediu para sentar perto de mim, hoje muitas vezes vem me abraçar, me tocar, me cheirar. Hoje eu estou sempre incentivando, explicando que ele não pode mais fazer isto ou aquilo, fazendo ele muitas vezes refletir sobre seus atos.
Depois de ler este texto pude perceber que mesmo sem saber, estou contribuindo no processo da construção da moralidade de meu aluno. Só que não sabia que certos comportamentos ditos como violentos, nada mais poderia ser sobre o desenvolvimento moral de meu aluno. Segundo a autora: “Seria importante a escola inserir em seu contexto o respeito pelo processo de desenvolvimento moral, não tachando mais certos comportamentos como violentos, mas como características de uma determinada fase da construção da autonomia da criança, pois, para que o sentimento de justiça se desenvolva, são necessários o respeito mútuo e a solidariedade entre as crianças e os adultos.”
Concluo, então que acho que estou indo no caminho certo, errando algumas vezes, mas tentando sempre acertar, para que só assim meu trabalho seja enriquecedor e para que eu colha bons frutos. E saber acima de tudo, que eu tentei fazer o melhor.
MEU PLANO DE AÇÃO SOBRE AS DIFERENÇAS E O PRECONCEITO RACIAL
Como fiz meu planejamento com uma quarta série, com 28 alunos, alunos esses que estão na pré-adolescência, tive que preparar as atividades para que fossem interessante e que surtissem realmente algum efeito em suas vidas. Nesta turma tenho dois alunos negros e os outros são de origem alemã e italiana.
Como estava trabalhando sobre os imigrantes alemães, italianos, portugueses e negros no RS, resolvi então fazer meu planejamento sobre as diferenças que haviam também na sala de aula.
Iniciei com a caixa de papelão com um espelho dentro e ali cada um tinha que abrir a caixa e, só depois que todos se olhassem pedi a eles que falassem o que viram. Aqueles menos tímidos disseram que viram a coisa mais linda do mundo, foi uma atividade muito divertida.
Depois fomos para uma sala onde havia um grande espelho e, pedi a eles que se olhassem e, depois todos sentaram em circulo e preencheram uma ficha sobre si, respondendo perguntas como: sua cor preferida, nome dos pais, sua cor, cor dos olhos, animal que mais gosta... Em sala de aula foi dado uma folha, para que ali cada um desenhasse somente seu rosto, como foi visto no espelho e, que depois cada um se pintassem, como realmente se vê. Esta foi uma atividade bastante interessante, pois uma das alunas negras fez até seu cabelo com as trancinhas com tic tac e, realmente se pintou de preto. Resumindo em outros trabalhos antes propostos a mesma se desenhava de loira. .
Após todas essas atividades, foi feito uma leitura sobre suas fichas e houve também bastante risadas e entrosamento, cada uma queria mostrar o que tinha feito, todos os trabalhos foram expostos na sala de aula.
Como estava trabalhando sobre os imigrantes, formei grupos e pedi que cada grupo escolhesse uma etnia e que juntos fossemos a biblioteca e, que assim cada um iria pesquisar sobre a mesma. Após cada grupo fez cartazes sobre sua escolha. Depois apresentaram para o grande grupo, falando sobre os hábitos e costumes que cada povo trouxe para o RS.
Outra atividade era trazer recortes de revistas e jornais sobre os costumes de cada povo, que foram colados num grande mapa do RS.
De todo esse trabalho, o que para mim foi de maior valia, foi perceber o interesse de meus alunos em buscar informações sobre si e sobre o outro, eles souberam respeitar as diferenças não só de cada povo, como também as diferenças existentes dentro da sala, e acima de tudo valorizar a identidade de seu colega e sua história de vida.
Como escreve Marilene Pare em seu texto: Auto-imagem e auto-estima na criança negra. “Que é de fundamental importância um olhar na multiculturalidade existente em nossas salas de aula e em especial com os de etnia africana”. Precisamos dar oportunidades para eles expressarem sentimentos muitas vezes contidos por falta de oportunidade.
Utilizei muito a abertura de debates para colocarem suas ansiedades, suas alegrias, seus sofrimentos Em, tudo isso trazido das convivências de cada um com suas famílias, ou seja, o aluno trazendo sua herança, a ancestralidade falada de forma sem preconceito. É sabido que somos iguais na equidade e, torna-se importante levarmos em consideração o respeito mútuo e a história de cada um, respeitando as pessoas como um todo e não como um meio ou fim.
Como estava trabalhando sobre os imigrantes alemães, italianos, portugueses e negros no RS, resolvi então fazer meu planejamento sobre as diferenças que haviam também na sala de aula.
Iniciei com a caixa de papelão com um espelho dentro e ali cada um tinha que abrir a caixa e, só depois que todos se olhassem pedi a eles que falassem o que viram. Aqueles menos tímidos disseram que viram a coisa mais linda do mundo, foi uma atividade muito divertida.
Depois fomos para uma sala onde havia um grande espelho e, pedi a eles que se olhassem e, depois todos sentaram em circulo e preencheram uma ficha sobre si, respondendo perguntas como: sua cor preferida, nome dos pais, sua cor, cor dos olhos, animal que mais gosta... Em sala de aula foi dado uma folha, para que ali cada um desenhasse somente seu rosto, como foi visto no espelho e, que depois cada um se pintassem, como realmente se vê. Esta foi uma atividade bastante interessante, pois uma das alunas negras fez até seu cabelo com as trancinhas com tic tac e, realmente se pintou de preto. Resumindo em outros trabalhos antes propostos a mesma se desenhava de loira. .
Após todas essas atividades, foi feito uma leitura sobre suas fichas e houve também bastante risadas e entrosamento, cada uma queria mostrar o que tinha feito, todos os trabalhos foram expostos na sala de aula.
Como estava trabalhando sobre os imigrantes, formei grupos e pedi que cada grupo escolhesse uma etnia e que juntos fossemos a biblioteca e, que assim cada um iria pesquisar sobre a mesma. Após cada grupo fez cartazes sobre sua escolha. Depois apresentaram para o grande grupo, falando sobre os hábitos e costumes que cada povo trouxe para o RS.
Outra atividade era trazer recortes de revistas e jornais sobre os costumes de cada povo, que foram colados num grande mapa do RS.
De todo esse trabalho, o que para mim foi de maior valia, foi perceber o interesse de meus alunos em buscar informações sobre si e sobre o outro, eles souberam respeitar as diferenças não só de cada povo, como também as diferenças existentes dentro da sala, e acima de tudo valorizar a identidade de seu colega e sua história de vida.
Como escreve Marilene Pare em seu texto: Auto-imagem e auto-estima na criança negra. “Que é de fundamental importância um olhar na multiculturalidade existente em nossas salas de aula e em especial com os de etnia africana”. Precisamos dar oportunidades para eles expressarem sentimentos muitas vezes contidos por falta de oportunidade.
Utilizei muito a abertura de debates para colocarem suas ansiedades, suas alegrias, seus sofrimentos Em, tudo isso trazido das convivências de cada um com suas famílias, ou seja, o aluno trazendo sua herança, a ancestralidade falada de forma sem preconceito. É sabido que somos iguais na equidade e, torna-se importante levarmos em consideração o respeito mútuo e a história de cada um, respeitando as pessoas como um todo e não como um meio ou fim.
A inclusão em minha vida
Trabalho há 12 anos na rede Estadual de Ensino.
Em maio deste ano, comecei a trabalhar na Rede Municipal de São Leopoldo.
Na rede estadual tive contato somente com crianças com aprendizagem lenta, sem nenhum laudo. Somente acho que estas crianças podem apresentar algum problema, mas qual??
Nos ultimos três anos alguns alunos com problema de aprendizagem foram encaminhados ao EDUCAS.
O EDUCAS oferece duas vezes por semana aulas de reforço com acompanhamento de pedagogas e psicopedagogas que estão estagiando pela UNISINOS.
Percebi que os alunos que lá estiveram tiveram uma melhora na aprendizagem.
Uma vez por mês, somos convidadas a participar de reuniões, para conversarmos sobre o aluno. Este trabalho é bastante importante, mas é preciso muito mais, para conseguirmos realmente um ótimo resultado.
No pouco tempo que estou na rede municipal de S. L., soube do envolvimento que a mesma tem com o ensino voltado para as crianças portadoras de necessidades especiais. Um exemplo disso é a escola onde trabalho, que tem uma sala de recursos multifuncionais, que é um espaço bem organizado com materiais didáticos, pedagógicos, equipamentos e profissionais com formação para atender as necessidades educacionais especiais, onde atende alunos com deficiência, com altas habilidades, superdotados, dislexos, hiperativos, com déficit de atenção e outros.
Esta sala tem ênfase nas tecnologias assistivas. A mesma atende mais oito escolas da rede.
Na escola conheci um menino com síndrome de Down, que estuda na sala ao lado da minha, algumas vezes no meu planejamento, fui observar como era uma aula com este tipo de criança. Percebi que a inclusão, não pode estar apenas no papel, mas sim na vocação, digo isso porque percebi que para trabalhar com esse tipo de criança tem que antes de tudo, gostar e amar, é pura vocação, é preciso ter muita paciência, tática e principalmente jogo de cintura. A turma toda apóia muita a professora, todos tem muita paciência com ele, digo a turma também tem que aceitar a inclusão. Notei que ali a professora sabe fazer a verdadeira inclusão, pois a turma soube aceitar a diferença e soube ajudá-lo. Ele também é muito carinhoso com a professora, necessitando sempre a atenção da mesma, o que é bastante desgastante, mas ela faz tudo mesmo por carinho e amor, pois se não tiver isso o trabalho de inclusão não daria certo.
Em maio deste ano, comecei a trabalhar na Rede Municipal de São Leopoldo.
Na rede estadual tive contato somente com crianças com aprendizagem lenta, sem nenhum laudo. Somente acho que estas crianças podem apresentar algum problema, mas qual??
Nos ultimos três anos alguns alunos com problema de aprendizagem foram encaminhados ao EDUCAS.
O EDUCAS oferece duas vezes por semana aulas de reforço com acompanhamento de pedagogas e psicopedagogas que estão estagiando pela UNISINOS.
Percebi que os alunos que lá estiveram tiveram uma melhora na aprendizagem.
Uma vez por mês, somos convidadas a participar de reuniões, para conversarmos sobre o aluno. Este trabalho é bastante importante, mas é preciso muito mais, para conseguirmos realmente um ótimo resultado.
No pouco tempo que estou na rede municipal de S. L., soube do envolvimento que a mesma tem com o ensino voltado para as crianças portadoras de necessidades especiais. Um exemplo disso é a escola onde trabalho, que tem uma sala de recursos multifuncionais, que é um espaço bem organizado com materiais didáticos, pedagógicos, equipamentos e profissionais com formação para atender as necessidades educacionais especiais, onde atende alunos com deficiência, com altas habilidades, superdotados, dislexos, hiperativos, com déficit de atenção e outros.
Esta sala tem ênfase nas tecnologias assistivas. A mesma atende mais oito escolas da rede.
Na escola conheci um menino com síndrome de Down, que estuda na sala ao lado da minha, algumas vezes no meu planejamento, fui observar como era uma aula com este tipo de criança. Percebi que a inclusão, não pode estar apenas no papel, mas sim na vocação, digo isso porque percebi que para trabalhar com esse tipo de criança tem que antes de tudo, gostar e amar, é pura vocação, é preciso ter muita paciência, tática e principalmente jogo de cintura. A turma toda apóia muita a professora, todos tem muita paciência com ele, digo a turma também tem que aceitar a inclusão. Notei que ali a professora sabe fazer a verdadeira inclusão, pois a turma soube aceitar a diferença e soube ajudá-lo. Ele também é muito carinhoso com a professora, necessitando sempre a atenção da mesma, o que é bastante desgastante, mas ela faz tudo mesmo por carinho e amor, pois se não tiver isso o trabalho de inclusão não daria certo.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
A alfabetização de adultos
Durante o ano de 2003, tive o privilégio de trabalhar com jovens e adultos. Confesso que no começo tive muito medo, pois nunca havia trabalhado até então com os mesmos. Com o decorrer do tempo, pude perceber que eles eram muito inseguros e que eles precisavam de mim para tudo, não era muito diferente das crianças, os mesmos tinham seus anseios e aflições, pois tinham medo de não conseguirem ler, interpretar e calcular, pois muitos deles somente sabiam fazer cálculos mentais. A maioria demonstravam muito interesse e garra para tudo que lhe era proposto. Com o tempo foi criado um elo de ligação muito forte entre nós, cada um deles contava um pouco de sua história de vida, seus problemas, tristezas e alegrias. A maioria trabalhava e mesmo nos dias de chuva e frio, lá estavam eles, prontos para aprender. Tenho certeza que o aprendizado foi mútuo, pois levei um pouquinho de cada um e deixei um pouco de mim para cada um. Espero poder retornar a trabalhar na EJA, só estou esperando meus filhos crescerem um pouco mais. Pois é um trabalho que só enriquece nossos saberes e fazeres enquanto educadores, pois trabalhar com adultos é bom demaaaaiiiiiiisssssss!!!!!!!!
terça-feira, 7 de outubro de 2008
A escola em busca de uma gestão democrática
Minha escola está se encaminhando para uma gestão democrática, pois está se tornando um espaço onde há mais integração e participação, não de todos infelizmente, pois a comunidade deixa muito a desejar, pois muito pouco participa e é sempre os mesmos a estar presente. Isso faz com que nosso crescimento seja pouco, pois se caminhassemos juntos, nossas conquistas seriam bem mais grandiosas e gratificantes.
Conquistas como a Escola Aberta, que só veio a contribuir para nossos alunos, professores, funcionários e alguns pais, com projetos como: a dança, os jogos esportivos, o artesanato, a banda, as recreações...
Espero que logo estejamos todos reunidos e unidos por uma educação qualificada, sempre em busca do que realmente é importante para todos os envolvidos nesta luta!

Conquistas como a Escola Aberta, que só veio a contribuir para nossos alunos, professores, funcionários e alguns pais, com projetos como: a dança, os jogos esportivos, o artesanato, a banda, as recreações...
Espero que logo estejamos todos reunidos e unidos por uma educação qualificada, sempre em busca do que realmente é importante para todos os envolvidos nesta luta!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008
ATÉ QUE ENFIM 5º SEMESTRE!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Pra começar, desejo a todas e todos os colegas e amigos já conquistados um bom retorno e boa sorte para todos nós, pois somos verdadeiras heroínas, guerreiras e lutadoras!
Quanto ao comentário da 1ª atividade do seminário, foi bastante interessante, pois é bastante simples falarmos de nossas vidas pessoais, profissionais e acadêmicas. Para nós professores que passamos o tempo todo falando sobre o nosso cotidiano, sobre a nossa correria, nossas tarefas; para mim somente foi colocar no papel, quero dizer no computador. Abraços a todos!
tempotabela
Quanto ao comentário da 1ª atividade do seminário, foi bastante interessante, pois é bastante simples falarmos de nossas vidas pessoais, profissionais e acadêmicas. Para nós professores que passamos o tempo todo falando sobre o nosso cotidiano, sobre a nossa correria, nossas tarefas; para mim somente foi colocar no papel, quero dizer no computador. Abraços a todos!
tempotabela
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